História Pública, Mídias e Linguagens Culturais:  desafios à pesquisa e às práticas no Ensino de História

Eder Cristiano de Souza, UNILA – Universidade Federal da Integração Latino-Americana,

Marcia Elisa Tete Ramos, UEM – Universidade Estadual de Maringá

Segundo Malerba, “é preciso considerar a história popular/pública (que atinge grandes audiências), veiculada por meio de variadas mídias (livros, televisão, internet, cinema, museus), um campo fundamental e permanente de reflexão a exigir a atenção permanente dos historiadores acadêmicos” (2014, p. 43). Tendo como foco essa preocupação, que diz respeito não apenas à produção do conhecimento histórico, mas também ao ensino, pretende-se discutir formas de conhecimento histórico que circulam na sociedade, bem como seus usos, abusos e potencialidades. Propõe-se refletir sobre as (des)articulações entre História Acadêmica e Histórica Escolar, e examinar: 1) produções extra-acadêmicas sobre o passado que visam públicos variados, sejam filmes, jogos eletrônicos, revistas de consumo, novelas, documentários, ficção-histórica, quadrinhos, material digital, dentre outros; 2) A função social do historiador e do professor de história, assim como as diretrizes e práticas relacionadas ao ensino e a aprendizagem histórica, diante do boom atual de história midiática, espetacularização e serviços de memória, relacionados muitas vezes a interesses econômicos e/ou agendas políticas; 3) seguindo Bergmann (1989) e Rüsen (2012), pensar na elaboração da história em seu sentido “empírico” (o que é apreendido no ensino da História), “reflexivo” (o que pode ser apreendido) e “normativo” (o que deveria ser apreendido), elaboração que não se restringe ao método e ao ensino de história escolar ou acadêmica, mas que relacionam ciência especializada e vida prática por diferentes discursos históricos socialmente produzidos. Em síntese, a proposta do GPD consiste em aglutinar pesquisas e propor reflexões que dizem respeito à circulação das ideias e narrativas históricas, especialmente por meio de linguagens culturais em mídias de massa e redes sociais, pensando em formas de problematização e apropriação para o Ensino de História.